segunda-feira, 4 de maio de 2009

No meu iPod

Para começar as minhas publicações, trago-vos uma banda que teve uma vida curta mas que no entanto deixou marcas no panorama rock britânico. Falo-vos dos “The Darkness”, uma banda formada em 2000 por dois irmãos e mais dois amigos. Ao ouvir o som destes rapazes é imediatamente perceptível as influências do rock da década de 70/ inícios de 80. É impossível não nos lembrarmos de bandas como Led Zeppelin, Thin Lizzy, kiss ou os tempos iniciais dos Queen (entre muitos). Trata-se de um rock com riff’s poderosos e solos a trazerem à memória Brian May e Jimmy Page (sem a excelência destes grandes mestres, claro). Os vocals ficaram a cargo de um dos irmãos (ambos guitarristas) que tem uma forma original de exercitar os seus dotes vocais e que acaba por ser, a meu ver, a vertente menos conseguida da música dos “The Darkness”.

Estes jovens lançaram apenas dois álbuns tendo o primeiro registo atingido o número um do top britânico na semana de estreia, acabando por vender 1.5 milhões de cópias no UK. Pontificam aqui músicas como “Growing On Me”, “Get Your Hands Of My Woman” e “I Believe In a Thing Called Love”. O trabalho recebe também três Brit Awards para Melhor Grupo, Melhor Grupo Rock e Melhor Álbum. A banda participa no remake do hit da década de 80 “It’s Christmas Time” que também atinge o número um da tabela de vendas! Para a história do rock ficaram os álbuns:

(2003) Permission to Land
(2005) One Way Ticket to Hell ... and Back

A banda começou a sofrer alguma turbulência aquando da gravação do segundo trabalho e termina em 2006 quando o vocalista é internado devido a problemas com substâncias proibidas. Ao que parece, os “The Darkness” nunca souberam conviver bem com a fama e o facto de o segundo disco não ter sido tão bem recebido como o primeiro, levou a alguma desilusão e depressão por parte do frontman. Fica aqui uma muito bem conseguida actuação ao vivo no famoso "Top of the Pops" onde tocam dois dos temas que mais sucesso obtiveram: “Growing On Me” e “I Believe In a Thing Called Love”. Uma actuação a fazer lembrar os velhos tempos do Glam Rock (topem o baixista com um look à Jimmy Hendrix):

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